Nunca me lembro de agradecer por viver neste século em que as mulheres estão quase - eu disse 'quase' - que totalmente libertas de padrões opressores baseados em normas de gênero, sendo-lhes permitido falarem em público e enquanto seus maridos também falam (é, antigamente isso era proibido), votar, contratar, trabalhar e, inclusive, ter o direito de escolher entre uma profissão e uma família, sabendo que escolher unicamente pela família também é uma opção a ser respeitada, exatamente por ser opção. Este é o ponto.
O comentário da brilhante Marianna Aires (‘minha’ ex-estagiária) ao conto do herói de meia tigela do Samuel me remete a tudo isso. É que o desfecho com a ‘criptonita’ foi bem resumido, talvez para não lhe causar maior indignação ao se lembrar de toda a história, que aconteceu mais ou menos assim:
__ Marianna, você não tem medo de ficar aííí (com
aquele queixo projetado que o goiano adora fazer quando indica
direções), estudando demais, e se arrepender depois, não?
Contexto:
- A indagada: Marianna, de 23 anos de idade, estudando para um difícil concurso jurídico, já aprovada na primeira fase.
- A indagadora: sua tia-avó, na maioria das vezes, adoráveis criaturas.
- “Arrepender depois não” = não se casar, ficar para titia ou para 'tia-avó'.
Marianna pensa, respira. Todos à sua volta (mãe, pai, irmão, Nicole e Malu – as mascotes) fitam o olhar em sua direção e a ajudam a contar: ... 7, 8, 9, 10. Conhecem a Mari. Conhecem a tia.
__ Tia(-avó), a única coisa que me mete medo na vida é...CRIPTONITA!
Aprendamos. Criptonita, nada mais.
Aprendamos. Criptonita, nada mais.
Seria trágico se não fosse cômico. É, Mari, é mais cômico que trágico. Você é ótima!


Um comentário:
Vc escreveu mesmo?! Achei que estava brincando!Mas ficou muito legal!
Olha, Lourdes, tudo bem que está tentando se redimir da GRAVÍSSIMA omissão, mas daí a "brilhante" vc tb exagerou, né?
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