Quando a palavra escrita fala mais



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tudo de bom


Deus
Samuel e Luca
Leite gelado com farinha de milho após as 22h
O.B.
Meia luz
Café com a minha vista
Varanda do meu quarto
Amigos em casa
Samuel na percussão
Pequi
Conversa e risos a dois
Único toddynho na geladeira vazia
Filme em casa
Pipoca com leite puro gelado
Roupa solta
Chegar em casa
Pitucha e Chiara
Roupão branco e toalha enrolada na cabeça
Banho de espuma
Suco de laranja
Luca sorrindo
Viajar
Casa arrumada
Sashimir
Samuel e Luca
Samba e bossa
Geleia de amora na torrada caseira
Minha mãe, apesar de nós duas
Família
Quarto do bebê
Programa de milhagem
Céu azul
Milk shake de creme
Vinho na taça
Cerveja na tulipa
Café em xícara ou copo de extrato
Dirigir na estrada
Samuel e Luca
Ser coçada
Pontuação
Wireless
Consciência limpa
Praia
Caipirinha
Praia com caipirinha
Manifestação jurídica entregue
Meus três afilhados Leo, Guilherme e Vítor
Pé do nenê
Beijo 
Eu me enxergando e me alcançando novamente...



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dois filhos, duas mães


A mensagem sms que acabo de receber reclamou que eu finalmente voltasse a me sentar nesta cadeira.
Eu já sabia do significado de se homenagear mães – não as que parem, mas as que amam – no dia das mães. Sabia porque era mãe, mas agora sou renascida.
Meu 14º dia das mães teve um significado diferente, assim como ser mãe novamente ressignificou tudo. Diziam-me ser assim, mas não compreendia suficientemente a dimensão. Apenas fui otimista até então e agora sou surpreendida.
A oportunidade que Samuel e Luca me dão todos os dias de ser alguém melhor credita a eles, tão-somente a eles, toda a dádiva de eu ter-lhes dado a luz, quando na verdade a escuridão era minha.
E é aí que me vejo neste momento sem entender o porquê de ser homenageada. Discordo de Drummond (ouso): é filho que, na sua graça, é eternidade.
É o Samuel que, na sua dificuldade, concede-me a oportunidade de ajudá-lo na redação escolar. É o Luca que, na sua bondade, dá-me seus pequenos lábios em meu seio e me alimenta. É aquele quem, à meia-noite, me oferece a ocasião para que eu o busque em uma festa em que se encantou por uma menina e alegra-me com o seu crescimento e com a sua adolescência sadia, dando-me a chance de vê-lo crescer a meu lado. É o pequenino que me oportuniza vê-lo 3, 4 vezes durante a madrugada, além do dia todo. Para ele seria mais fácil, mais cômodo e mais saudável dormir, mas gentilmente espreguiça com os dois bracinhos, abre os olhos e com um sorriso responde a quase um apelo silencioso: “sorria pra mim, meu bebê”. É o mais velho quem me presenteia ao chegar suado com 2 gols feitos pra mim. E é o branquelinho quem permite com que eu o beije e o cheire várias e várias vezes seguidas sem reclamar da minha carência por sua pele macia.
São os dois que, com total despretensão, dão-me a graça de ocupar toda a minha cama e fazer-me pensar, neste exato momento, onde entrarei ali para passar a noite.
Se sou uma mãe minimamente afetuosa e uma pessoa um pouco melhor, devo isso a eles.
O sms: “Uma mãe nasce junto com o seu filho, sempre uma pessoa nova, que é diferente da mulher e até da mãe anterior. Mãe do Samuel. Mãe do Luca. Parabéns”.
Obrigada, Verônica, por estar ao meu lado quando me tornei uma pessoa renovada e duas mães, e não a mãe de dois.
Aos meus filhos, feliz dia das mães!