Quando a palavra escrita fala mais



sexta-feira, 19 de março de 2010

Amor de sexta

A sexta-feira pra mim realmente não é um dia comum. A expectativa do final de semana me acalma, não pelo final de semana - esse não muda muita coisa - mas pela expectativa mesmo. 

Diz um site, desses chinfrins, que sou “idealista/racional”. De fato posso ser divinamente romântica e terrivelmente prática. O romantismo idealizado me move, mas o realizado me deixa viva. Melhor seria a falta do amor romântico, amor por tudo, não pelo “outro lado da lua”, expressão do Geronimo (ah... que bela surpresa o Casartelli...). Mas não é dele que quero falar.

Voltemos a ela ou à sensação que ela me provoca. Hoje finalmente consegui sair do trabalho no horário previsto, a tempo de aproveitar o sol. Tudo em torno da sexta, porque só trabalho pela manhã nesse dia. É a necessidade de sentir que a minha vida não se resume ao trabalho e à volta a casa e, no outro dia, ao trabalho e à volta a casa, sem mencionar, claro, as paradas no meio: pega filhote, busca filhote, acompanha filhote, vive filhote. 

Preciso de mim, preciso do sol, preciso da 6ª. Agora, 21h57min. A balada não cabe mais. Só o final da 6ª.

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