Quando a palavra escrita fala mais



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu e Ela


Parte I – o sexo

O sexo ainda é incerto. Pelas características – dois risquinhos ali, apesar da protuberância aqui, que pode ser um pipiu ou um miniclitóris – o bebê seria uma garotinha. Já andei dizendo por aí que talvez não saiba ser mãe de menina: maria-chiquinha no cabelo, colarzinho, milhares de pulseirinhas coloridas (verde-limão inclusive? precisa?), as cores-de-rosa, o desembaraçar de cabelos, que, com certeza, será liso... o amor me ensinará a fazer tudo isso e o sorrisinho irá compensar o rosa-choque e o verde-limão, se ele for ela.

Parte II – a música

A música do Vander Lee – eu também não o conhecia – num primeiro momento me remeteu ao amor interrompido. Após, à renovação, ‘ao poema que acenou pra inventar um outro amor’, o amor chamado pela sede, revelado pela noite. O amor vivido por ‘eu e ela’. Eu e a sede. Eu e a noite. Eu e a minha criança.

Aqui está esse belo poema que me surpreendeu pela simplicidade e beleza.


Eu e Ela
Composição e Interpretação: Vander Lee

Gotas de amor, girassol
Mares de sal, beijo floral
Pra falar nesse tempo, qual?


Do ventre exposto ao sol
Das flores postas no postal
Quantas caras nesse jornal


Foi quando a sede chamou
Pra acordar nosso amor
Fiz um tema na mão dela


Já fez calor, temporal
Você sem mim, tudo tão igual
Tudo bem, mas estou bem mal


Na TV não tem canal
Seu brilho tão sem meu cristal
Só tem música em meu dial


Mas o poema acenou
Pra acordar nosso amor

Quando a noite me revela
 

Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela...

Já fez calor, temporal
Você sem mim, tudo tão igual
Tudo bem, vou ficar legal


Se a TV não tem canal
Seu brilho não tem meu cristal
Só tem música em meu dial


Mas o poema acenou
Pra inventar um outro amor

Quando a noite me revela
 

Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela...