Quando a palavra escrita fala mais



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Conceitos recentes

Resolvi dar um basta à minha letargia. As opções: academia não; caminhada não; corrida não; esteira não; massagem não (isso é inércia, não vale); escadas não. Bicicleta, das que saem do lugar. Comecei a busca por opiniões. Faço isso sempre, às vezes as sigo. 

Primeiro, o Humberto Guerra, um bom moço mineiro que pedala ladeiras Belorinzontinas e estradas francesas afora:

__ Lud, assim: quadro básico tamanho 15" componentes Acera (essa é uma "família" de componentes da marca Shimano) e uma suspensão básica da marca Pró-Shock. Se não houver tamanho 15", vá lá, 16". Mas qualquer coisa acima de 17" vai ser grande para você. Você deve adequar o quadro ao seu assoalho pélvico. E pedalar com ergonomia é fundamental. Quadros razoáveis: Canadian, Pró-Shock, Rally, Schwinn, GTS.

1° Conceito: 'assoalho pélvico' - aquela parte ali, abaixo da cintura, acima da coxa, a base da região do sacro (ou seria ilíaco?). 

Nunca tinha ouvido coisa igual. A cara do Humberto.

Depois, Luciano Alves: anos pedalando em Goiânia, inclusive para o trabalho. Um rapaz que, no mínimo, contribui para um trânsito melhor na já então metrópole goianiense:

__ Olha, Ludmila, se você for pedalar para a prática de exercícios físicos, a melhor bicicleta é a pior bicicleta.  
__  ...

2° Conceito: a melhor bicicleta é a pior bicicleta, segundo o autor da frase: quanto pior for a bicicleta, mais esforço você fará. Quanto mais esforço fizer, mais se exercitará. Além disso, ela custará R$ 100,00 e no caso de você não seguir adiante com o seu propósito (de onde ele me conhece tão bem? te perguntei alguma coisa, Luciano?) perderá apenas R$ 100,00. Portanto, a melhor bicicleta é a pior bicicleta. 

Nunca pensei que um dia ouviria coisa igual. A cara do Luciano.

Taí. Nem um nem outro. Segui os dois. Hoje começo a sentar na bike pra tentar me equilibrar. Linda, preta fosco, toda no alumínio, 1 semana de não-uso, cheiro de nova. 

Quer comprar?!?!

É o que tem pra hoje

"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."

Clarice Lispector

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A casa é minha, visita!

Ouvindo um som, desavisada e despretensiosamente (pegando carona no carro e no toca CD de outro, é mesmo despretensiosamente), topei com essa música interpretada pela Mariana Aydar, cuja letra é hilária, se ouvida com os 7 sentidos, em especial, com o do sarcasmo. É aquele tipo de música que, num primeiro momento, pode-se imaginar: “que legal a intimidade deles! Ele chega, entra, nem interfona e abre a geladeira...definitivamente, que paixão, que cumplicidade. Ai... que vontade...”.  Não, nada disso. Na frente dos versos tentarei (em azul) fazer a interpretação do que (acho) foi tecido na letra. Já começo a rir... A música se chama “Aqui em casa”. Ajudem se eu estiver equivocada. Talvez seja só o meu momento lendo assim. Mas que rio muito disso, ah, rio...


Aqui em casa  (a casa é minha!)
Mariana Aydar

Quando você chegar
Não precisa interfonar (ninguém vai atender ao interfone, pois eu não estarei à sua espera)
Mete a mão na maçaneta e pode entrar (se eu permito a sua entrada, é porque você não manda por aqui)
Você já sabe onde fica tudo aqui em casa (não encontrará o jantar pronto à sua frente )
Fique à vontade, sem cerimônia  (se vira nos 30)

Tu já é de casa
Te conheço há tanto tempo (és como se fosses um irmão pra mim)
Sei de tudo, leio até teus pensamentos (ou a minha melhor amiga...)
Das novidades, te conto amanhã bem cedo (claro, pois não dormirei aqui contigo, tá louco?)
Pois entre a gente nunca houve segredos (és! um irmão pra mim)

Na geladeira tem salada (tá gordo, consegue perceber?)
O insenssário tá no armário
Aquele verdinho que você gostou, deixa queimar (pega só o verdinho, hein, aquele de que não gosto)
 
Não precisa me esperar pra nada (faça tudo sozinho e não conte comigo, pelo amooooor de Deus!)

Você é a visita que eu gosto de ter em casa
Você é a visita que eu gosto de ter em casa (visita, você é uma visita, seu tempo está se esgotando..)

Só não vá confundir
Todo esse amor
Se eu te dou carinho é só
Pra ser bom ('bom', não 'gostoso', apenas 'bom')
Nunca passou de amizade (unidunitê-salamêminguê!)

Não vá confundir, então, o coração
Nunca passou de amizade (se tocou, mané?)

Besteirol à parte, a música é muito boa e, claro, está no meu repertório! Vale a pena escutar. É só clicar. 
http://www.mediafire.com/?zymh31jtzzd